Eu futuco, você futuca, ele futuca, nós futucamos, vós futucais, eles futucam... Viva a futucação!  
 
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Em um dia chuvoso... Cartola!

Passei esses últimos dias escutando alguns sons que muitas vezes meus ouvidos sentem falta. Não que eu ande por aí como uma melancólica mas, às vezes sinto vontade de escutar aquelas músicas de fossa, deitar em minha cama, olhar para o nada e ficar viajando nos próprios pensamentos. Imagino que não seja a única a fazer este tipo de coisa. Espero. Então hoje, levantei escutando Cartola,  ai Cartola! (Suspiro)

 Entre as músicas que escutei hoje, prestei muita atenção na letra de uma em particular, "Canção da Saudade". Esta música tem muita "imagem". Gosto de letras assim. Pra quem quer cantar pra saudade como eu, lá vai:

"Tudo de alegrias e de tristezas conheci,
Coisas do amor e do sofrer, eu já senti,
Nada me transforma a alegria de viver,
Ver a noite vir e sorrir, ao sol nascer,
Vivo esperando o novo dia,
Que irá trazer a luz, que sempre ficará !"

Fala a verdade, as músicas desse cara são de mais né?

Fê!



Escrito por Tuca às 15h00
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A coisa aqui tá preta!

Sei que é um pouco tarde pra falar da violência do Rio e que já está enchendo a paciência de muita gente este assunto.  Porém, não só na minha oca cabecinha mas, quase todos tentam imaginar as Olimpíadas em 2016 com esta violência diária e urbana na cidade do Redentor. O que me deixa muito intrigada, é o fato do governo carioca pensar só agora em resolver esta situação. Investir na segurança das favelas é bom mas, só depois de os traficantes darem uma de Rambo e, derrubarem um helicóptero com armas, e atearem fogo em ônibus?

O que é mais estranho é o fato dos “gringos” acharem favela um ponto turístico e passearem no meio dela como se fosse “bonito”,  como o fato  da Rocinha há alguns anos atrás. A beleza da terra da garota de Ipanema é outra? Depois dos fatos que o mundo viu recentemente, ainda verão favela como beleza? Ou terão medo como todos os que habitam os lugares periféricos, violentos e desestruturados? Não sei, mas que muita água vai rolar, a se vai... Lembrando que, antes da tal Olimpíada teremos Copa em 2014. 

Enquanto o nosso molusco Presidente da República compra aviões e investe em submarino nuclear, penso: "Pra quê investir neste tipo de defesa?". A guerra é interna, é no Rio, é em São Paulo, é em todos os lugares no nosso país do futebol. Ao invés de investir bilhões com aviões franceses, por quê não investem em segurança pública para cada estado deste país? Há tanta coisa para se resolver neste lugar, principalmente em saúde e educação. Esta situação toda me lembra um trecho da música do Chico Buarque,” Meu Caro Amigo”:

“Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n' roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
Muita mutreta pra levar a situação
Que a gente vai levando de teimoso e de pirraça
E a gente vai tomando, que também, sem a cachaça
Ninguém segura esse rojão
[...]
Muita careta pra engolir a transação
E a gente tá engolindo cada sapo no caminho
E a gente vai se amando que, também, sem um carinho
Ninguém segura esse rojão”


Bom, mas o que eu quero lhes dizer... Que a coisa aqui tá preta!

 

Fê!



Escrito por Tuca às 00h44
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Há muito,muito tempo atrás...

Hoje estava eu, tranqüila, arrumando meu quarto, quando encontrei um velho caderno meu no meio das minhas bagunças do guarda-roupas.A capa rasgada, alguns desenhos e frases nas páginas finais e, em seu conteúdo, algumas “brisas” minhas. Li, reli, e vi como amadurecemos muito, e como nós seres-vivos-racionais-implicantes-humanos sempre mudamos de idéia. Até o jeito de escrevermos. Me vieram muitas lembranças. Muitas. Vi que com esta correria que estou vivenciando hoje, muitas coisas vão se apagando nos momentos que se passam.


Tenho registros de quatro anos atrás, coisas bobas, coisas de adolescente metida a hippie-punk-hajneesh-revolucionária-apaixonada (Risos). Há vários, mas entre minhas profecias-escrituras-brisas-declarações, está uma das que mais gosto:


Pátria Amada, Brasil!


Érica, 17 anos, usuária de drogas;
Xantal, vendendo crack na porta da escola;
Sônia Santos, não voltou mais para casa
Foi para o trabalho, ninguém sabe de mais nada;
Joana, um hematoma a cada dia;
Eduardo, com uma infância sofrida
No semáforo pede uns trocados,
Nas ruas, um talento desperdiçado;
João, analfabeto e bóia-fria;
Antônio, passando fome todos os dias;
Maria, desce o morro na direção do centro,
Aos 50 vai tirar seus documentos;
Felipe, aos 12 com uma 38 na mão
Não conheceu o pai, porque está lá na prisão;
Gisele, aos 15 é prostituta,
Vendendo a adolescência a preço de fruta;
 Sérgio, PM e traficante;
Marcos, estrupador e assaltante;
Renato, vítima de bala perdida;
Cristina, aos 13 já possui uma filha;
David, dois anos desempregado;
Anderson, suicidou-se endividado;
Julia, negra e aposentada
Sofre preconceito e é desabrigada.
E onde está o Brasil? Sofrendo, acabando, morrendo nesta guerra, nesta luta diária?
Onde está a pátria amada e idolatrada, terra adorada?
Cadê a paz, dos filhos deste solo, do ventre da mãe gentil?
Cadê a pátria amada, Brasil?

12/08/2007 (00:13 am)

Fê!



Escrito por Tuca às 18h12
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No escurinho...

O caso de ontem a noite foi pra ser assistido comendo pipoca. Erro em dobro: além de ficarmos sem nossa divina luz,
ficamos sem água! Esta falta de energia, me lembra, das vezes que acabava a energia no bairro, e ficavam todas
as crianças brincando de esconde-esconde na rua, ou brincando com as sombras que fazíamos com a mão contra a luz da vela na parede.
O engraçado que esta brincadeira de criança está se refletindo no nosso "mundinho adulto".
Enquanto os assaltantes brincam com as sombras nas ruas de São Paulo, os queridinhos da Itaipú
brincam de esconde-esconde, com o verdadeiro erro da compania. O que realmente aconteceu? Por quê não falam o que ocasionou este rebuliço todo?
Depois dizem que crianças não têm noção das coisas...


Bom, e não é que a cidade ficou linda assim? Dêem uma olhadinha aqui.

Ps.: Depois do feriado que São Paulo descansou, da mocinha de vestido rosa, e outros fatos bizarros, ainda estamos aqui pra contar história. Aguardem!

 

Fê!

 



Escrito por Tuca às 16h40
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Feriado, cidade vazia, maravilha!!!

Ahhhh você também não foi viajar? Calma meu bem, nem tudo está perdido. Pense pelo lado bom, podemos desfrutar de São Paulo sem trânsito e filas quilométricas, olha que belezinha!
E pra melhorar um pouco mais, se liga nesses eventos:

Acessa aí:
http://www.mostra.org

Tá rolando também 10ª edição da Satyrianas na Praça Roosevelt que começou dia 30/10 e vai até dia 02/11, com várias peças de teatro, dá uma olhadinha no site deles:
http://satyros.uol.com.br/principal.asp

Tuca



Escrito por Tuca às 17h14
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Ah Chris Cornell...

Um homem sexy pra enfeitar nosso domingo. Dessa vez vai só o clip, quando tiver um tempinho escrevo sobre ele, vale a pena.

Ótimo domingo pra vocês.

Tuca

 



Escrito por É Nóis às 13h44
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Já que minha insônia está se profissionalizando...aí vai um pouco das ironias da vida ou pelo menos da minha.

 

 

Ninguém fere e afaga como as mães...

 

  

Ontem cheguei da aula feliz, estudar é uma coisa que me deixa mesmo feliz. Não pensem que sou CDF ou coisa do tipo, não é nada disso. Aliás, se me lembro bem, nunca fui aluna exemplar, só estudava o que gostava, tanto que sempre passava arrastada nas matérias exatas que era o meu ponto fraco, já em humanas e esportes eu era boa, mas só porque eu gostava de verdade.

Mas voltando... ontem, quando cheguei da faculdade, minha mãe estava com uma amiga tomando uma cerveja aqui em casa. Essa amiga falava sobre a irmã que está internada numa clinica de recuperação para dependentes químicos. Eu não sabia da historia, então fiquei pra ouvir. Ela dizia que a irmã estava sendo bem tratada e tal, que já fazia 4 meses que estava lá mas que ela não botava uma fé, que era muito resistente a entender as coisas que o psicólogo dizia e que pra ela, na verdade, a irmã é mesmo uma sem vergonha e que entrou nessa por que quis. Bem aquele papinho do senso comum ignorante, saca?

Tentei conversar e explicar algumas coisas que eu aprendi quando o meu irmão teve o mesmo problema, de repente a minha mãe, começou a falar um monte de coisas sobre o que passamos.
Disse foi um dos momentos mais difíceis da vida dela, por que ela também era resistente aos psicólogos, aos médicos, ao próprio Henrique e a tudo o que acontecia. Parecia que ela estava vivendo um sonho, um pesadelo e que uma hora ela iria acordar e nada daquilo seria real. Disse que não sabia nada sobre drogas e que de repente se viu com um filho viciado em crack.

Vendo ela falar fui lembrando que ela entrou mesmo num estágio meio apático, parecia que estava num mundo paralelo, enquanto tudo desabava por aqui. Claro que foi um choque pra ela, mas ela tinha que reagir. Pensei num jeito de ajudar e vi que a melhor forma seria buscar informação e ajuda, qual fosse, espiritual, profissional, sei lá, eu não podia deixar aquilo daquele jeito. Lembro que levei meu irmão em centro espírita, igreja, budismo, acupuntura, psicólogo, psiquiatra, terapeuta floral, benzedera, tudo que me falavam, lá estava eu arrastando ele.

Houve um momento em que eu tinha que levar minha mãe também por que ela estava tão passada que não sabia o que fazer, então passei a ser a mãe do meu irmão e da minha mãe e quase surtei. Principalmente por que nenhum dos dois fazia o que era pra ser feito. Eram displicentes e resistentes demais. O Henrique tudo bem, estava doente, dependência química é sim uma doença. Mas minha mãe, ela teve uma atitude totalmente inversa. Mesmo assim encontramos uma clínica. O dia da internação foi triste. Sentia um misto de dor por saber o motivo que o levara até lá e um alívio por achar que estava encontrando a cura. Ele ficou 6 meses e nós, a família tivemos que fazer o tratamento para co-dependentes, porque a família pira, e pirar foi pouco pra gente. Acredite. Esse é o tipo de problema que as pessoas acham que só acontece com o vizinho, manja?

Ele saiu bonito, forte, mas recaiu, como quase todos fazem. Mais informações, livros sobre o assunto, possíveis remédios, conversar com famílias que tinham passado por aquilo. Enfim, estudei tanto sobre o assunto que dava pra eu ter feito uma reportagem digna de um Pulitzer.
Nesse meio tempo, não bastava o inferno que passávamos, as brigas homéricas com minha mãe, as constantes recaídas do Henrique, meu namorado dizendo que eu não o procurava mais, aparece um traficante no portão, dizendo que o Henrique devia 80,00 reais de droga pra ele. Despiroquei, não dormia mais. Principalmente porque minha mãe pagou o cara e com isso entramos num mato sem cachorro. Se ela não pagasse ficaríamos nas mãos do traficante, se ela pagasse ficaríamos nas mãos do meu irmão. Pra resumir a parada, perdi as contas de quantas vezes isso aconteceu, de quantas vezes ela ligou no meu trabalho falando que o Henrique havia sumido. A família toda passou a viver em função dele, minha mãe vivia buscando ele nas bocas de droga, trazia pra casa, no outro dia ele voltava e ela buscava novamente, e nessa brincadeira passaram-se 7 anos. 

Ontem ela contou tudo isso pra Michele essa amiga dela. De repente ela começou a falar de mim. Falar da importância da minha ajuda pra ela naquele momento.
Na hora pensei: “Acho que ela já bebeu demais”. Mas não, ela continuou falando, enaltecendo tudo o que eu havia feito e que se não fosse eu pra segurar aquela barra ela com certeza teria feito uma bobagem. Na hora deu um nó na minha garganta e a comida não descia mais, fiquei ali ouvindo tudo aquilo sem saber o que falar. Quem conhece a Dona Iraci, sabe bem o quanto isso parece uma cena de filme surreal. Ela falou coisas que eu tinha dito há muito tempo e que contribuiu para a mudança de pensamento e comportamento já enraizados há muitos anos. Mas que naquela época a poderosa Senhora Dona Fazani não podia assumir uma fraqueza tão grande.

Aquela titãn, aquela rainha não admitia estar errada, estar pequena, sem saber o que fazer. Nada de demonstrar fraqueza. 
Pois é, aí ontem ela fala que a pessoa que mais a ajudou foi eu, por que ela sim, era muito resistente a mudanças e que não sabe o que seria dela se eu não tivesse sido persistente. Depois disso, eu coloquei meu prato na pia, peguei minha bolsa e subi, muda, calada e passada, lembrando de uma conversa (aos berros) em que eu dizia:

“Mãe, sabia que você pode mudar? Que você não é obrigada a ser do jeito que os seus pais te ensinaram, a vida toda? Você pode fazer umas adaptações."  E ela se calou, e olhou com aquele olhar judiado e já cansado de não dar o braço a torcer. Aí eu subi pra minha casa, tomei um banho aos prantos e tive uma conversa séria com Deus. Disse que eu precisava de uma força extra, por que lidar com a minha mãe estava arriando a minha bateria.

E ele me deu tolerância.  E tudo melhorou. Ela começou a agir de um modo mais firme. O Henrique a se esforçar mais, a esposa o ajudou muito e o filho então, foi o maior presente, sem dúvida. Hoje ele faz aniversario, 26 anos. Mais tarde vamos comemorar com o que sabemos fazer de melhor, churrasco.

E quanto a minha mãe, sobre a conversa de ontem, fiquei pensando em quantas vezes eu fui dormir com sentimento de impotência. Achando que ela nem gastava com o que eu falava. Hoje ouvindo tudo isso, definitivamente não é uma massagem no meu ego esmigalhado mas sim um alívio de que meu esforço não foi em vão e um grande exemplo do quanto as mães sabem bater e depois assoprar.

Tuca

 

 

 

 



Escrito por É Nóis às 02h52
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